Água

Esta na hora da água entrar em outros debates

O sucesso do 8º Fórum Mundial da Água em Brasília evidencia a necessidade transcender a discussão da água além da comunidade internacional de profissionais do setor

O recorde de participação e de visitantes no 8º Fórum Mundial da Água, 97.181 pessoas – sendo 10.500 inscritos e mais de 85 mil participantes da Vila Cidadã, demonstra que a questão hídrica está ganhando corpo na preocupação global.  

Afinal, o mundo não pode mais ignorar que 663 milhões de pessoas não têm acesso garantido a uma fonte confiável de água e mais de 2,5 bilhões ainda não têm acesso a qualquer sistema de saneamento básico. A SUEZ, no entanto, abriu o foco no 8º Fórum da Água.

Em Brasília, os profissionais da SUEZ participaram de 12 sessões do programa oficial como palestrantes, mediadores e painelistas e incentivaram o debate para além dos temas relacionados a água. O comprometimento da SUEZ com a proteção dos oceanos foi apresentada por Frédérique Raoult, vice-presidente de Comunicação e Desenvolvimento Sustentável, no painel de alto nível sobre gestão source-to-sea. Os oceanos, que representam mais de 70% da superfície do planeta e atuam como os primeiros reguladores do clima, são vítimas da poluição, sobretudo a provocada pelo plástico. Em seu painel, Frédérique apresentou a campanha SUEZ4OCEAN.

 

 

DIVERSIDADE E DIALOGO

Nas 26 palestras realizadas no estande da SUEZ da EXPO, diferentes iniciativas voltadas para comunidades que têm a ver não somente com água, se mesclaram com reflexões sobre o mercado, inovação tecnológica e proteção dos oceanos dos profissionais do Grupo. 

O lançamento do livro SUEZ com o Brasil há 80 anos, que marca as oito décadas de trabalho do Grupo  na América Latina, contribuindo com o desenvolvimento urbano, atraiu um público interessado bem heterogêneo: representantes de entitades do setor, ONGs, profissionais jovens de varias nacionalidades. 

 

Jean-Louis Chaussade, CEO do Grupo SUEZ, diz que o momento é de levar a discussão da gestão da água para outros fóruns, em especial, os que tratam de saúde, educação, alimentação, energia, igualdade entre homens e mulheres, sustentabilidade urbana, clima, proteção dos oceanos, temas esses que têm demandas igualmente importantes. 
“Nós temos consciência de que a água é, ao mesmo tempo, vítima e perpetradora das alterações climáticas,” diz Chaussade. “À medida que o planeta se aquece, ela inunda ou desaparece. Embora a crise hídrica tenha se agravado, ela ainda é uma pauta tímida nas negociações climáticas internacionais.” 

 

Por isso, o Grupo entende que para proteger e compartilhar todas as águas, subterrâneas e de superfície, domésticas e industriais, marinhas e transfronteiriças, Brasília foi uma etapa essencial, mas os desafios hídricos estão em toda parte. E está na hora de passar da constatação dos problemas e partir para uma ação compartilhada.